O desencarne de animais segundo a doutrina espirita

Na Doutrina Espírita, o desencarne de animais é visto de forma diferente do desencarne humano, mas igualmente cercado de amor e espiritualidade. Vou te explicar de forma clara:
1. Os animais possuem alma?
Segundo Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos (questões 597 a 600), os animais possuem um princípio inteligente, ainda em processo evolutivo, que sobrevive à morte do corpo físico. Eles não têm um espírito como o humano, dotado de razão plena e livre-arbítrio moral, mas têm uma alma em desenvolvimento que caminha em direção a estágios superiores.
2. O que acontece no desencarne animal?
Quando um animal desencarna:
  • O princípio vital se desprende do corpo físico.
  • Seu perispírito (envoltório sutil) retorna a planos espirituais adequados à sua condição evolutiva.
  • Ele não fica “perdido” nem abandonado: é acolhido por espíritos protetores e colônias espirituais específicas para animais, relatadas em obras mediúnicas (como Nosso Lar e relatos de médiuns como Chico Xavier e Yvonne Pereira).
3. Há sofrimento após a morte?
Assim como no ser humano, o processo pode variar:
  • Animais domésticos, que criam vínculos de amor com seus tutores, muitas vezes são amparados de imediato.
  • Espíritos amigos e até tutores desencarnados podem recebê-los, para que não sofram.
  • Animais em sofrimento (como vítimas de maus-tratos) são resgatados por equipes espirituais ligadas ao bem.
4. Evolução após a morte
Os animais não ficam parados no mundo espiritual:
  • Passam por períodos de repouso e aprendizado.
  • Depois, retornam à vida material por meio da reencarnação, em espécies que os ajudem a progredir intelectualmente e emocionalmente.
  • Animais que vivem muito próximos ao homem (cães, gatos, cavalos) aceleram esse processo pela convivência afetuosa, que desperta neles sentimentos mais elevados.
5. A ligação com os tutores
  • O amor entre tutor e animal não se perde com a morte. Muitas vezes, animais desencarnados visitam seus tutores em espírito, transmitindo carinho e saudade.
  • Alguns relatos espirituais apontam que, no momento do desencarne do tutor, o animal amado pode até aparecer para recebê-lo.
✨ Em resumo: segundo o Espiritismo, os animais não desaparecem com a morte. Eles continuam sua jornada evolutiva, são acolhidos no mundo espiritual e permanecem ligados por laços de amor àqueles que os amaram.
1. Cães e gatos que permanecem ao lado dos tutores
Em reuniões íntimas, Chico relatava que os animais domésticos, principalmente cães e gatos, continuam junto de seus tutores após o desencarne, permanecendo em lares espirituais ligados às famílias.
“Deus não nos dá amigos tão fiéis apenas para que desapareçam. Eles continuam vivos, ligados a nós pelo amor.”
2. Visitas espirituais
Chico dizia que era comum que animais que desencarnaram aparecessem em forma espiritual, trazendo conforto:
“Muitas vezes, o cãozinho ou o gatinho vem em espírito lamber as mãos ou repousar junto ao leito de seus donos, consolando os corações entristecidos.”
3. Animais recebendo tutores no desencarne
Há relatos de Chico Xavier mencionando que no momento da morte do tutor, o animal amado pode estar presente para recebê-lo:
“O animal de estimação, quando muito ligado ao coração do dono, é autorizado a vir recebê-lo, enchendo a chegada no mundo espiritual de alegria e ternura.”
4. Reencarnação de animais próximos
Chico também dizia que os animais podem retornar ao convívio do mesmo tutor, em nova encarnação, como forma de fortalecer os laços de afeto e aprendizado mútuo.
“Muitas vezes, aquele cão que tanto amamos pode voltar para nós, em novo corpo, para continuar a nos acompanhar na caminhada da Terra.”
5. O destino espiritual dos animais
Segundo ele, os animais desencarnados são acolhidos em locais que chamou de “postos de socorro para animais”, onde recebem carinho e cuidados até a próxima etapa reencarnatória.
🌟 Isso mostra que, dentro da Doutrina Espírita, o amor que dedicamos aos animais não se perde nunca — ele é eterno e os reencontros acontecem no tempo certo.


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