Prece Inicial para o Evangelho no Lar
Senhor Jesus, Mestre amado,
Aqui estamos reunidos em Teu nome para mais um Evangelho no Lar. Que a Tua luz envolva este ambiente, trazendo paz, harmonia e proteção a todos os que aqui se encontram, encarnados e desencarnados.
Pedimos a presença dos bons Espíritos, nossos amigos e mentores, para que nos inspirem, esclareçam e fortaleçam na caminhada do bem.
Que possamos abrir nosso coração e nossa mente aos ensinamentos que iremos ler e refletir, e que eles encontrem morada em nossas atitudes, palavras e pensamentos.
Abençoa, Senhor, este lar e todos os lares da Terra, especialmente aqueles que passam por dificuldades, dores ou aflições.
Seja feita, Senhor, a Tua vontade, hoje e sempre.
Que assim seja.
Evangelho no Lar
Evangelho no Lar — Tema: Compreender para Viver Melhor os Ensinamentos de Jesus
Queridos irmãos e irmãs em Cristo,
Ao abrirmos nosso coração e nosso lar para mais um momento de paz, reflexão e comunhão com os ensinamentos do Mestre, acolhemos hoje o tema: "Passagens dos Evangelhos".
Os Evangelhos não são apenas registros antigos de uma história sagrada — eles são luz viva que atravessa os séculos e ainda hoje nos guia, consola e transforma. Cada passagem, cada gesto de Jesus, cada palavra dita com sabedoria, compaixão e firmeza, nos convida a despertar para a verdade eterna do amor de Deus.
Ao lermos as passagens dos Evangelhos, somos chamados não apenas a compreender com a mente, mas a sentir com o coração e praticar com as atitudes. São páginas vivas que nos falam ao íntimo:
– Quando Jesus cura, Ele nos mostra que a fé restaura.
– Quando Ele perdoa, Ele nos ensina a libertar.
– Quando Ele se retira para orar, convida-nos ao silêncio interior.
– Quando Ele ama, mesmo diante da cruz, revela-nos que o amor é sempre o melhor caminho.
Que nesta reunião possamos escolher uma ou mais passagens para meditar, como quem ouve diretamente a voz do Cristo. Ele continua falando, e ainda hoje caminha conosco, esperando que o acolhamos não só em nossas palavras, mas em nossas escolhas e ações diárias.
Levantemos o pensamento a Deus, e com serenidade, deixemos que a presença do Mestre nos envolva. Que cada versículo que lemos hoje seja como uma semente plantada em nosso espírito, pronta a florescer em obras de luz.
Prece:
Senhor Jesus,
Gratidão por Tua Palavra que ecoa viva entre nós.
Ilumina nosso entendimento, fortalece nossa fé,
e ensina-nos a viver Teu Evangelho,
não apenas em nosso lar, mas no mundo que nos cerca.
Fica conosco, hoje e sempre.
Que assim seja.
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III – Notícias históricas
Para bem se compreenderem algumas passagens dos Evangelhos, necessário se faz conhecer o valor de muitas palavras nelas frequentemente
empregadas e que caracterizam o estado dos costumes e da sociedade judia
naquela época. Já não tendo para nós o mesmo sentido, essas palavras foram com frequência mal interpretadas, causando isso uma espécie de in
certeza. A inteligência da significação delas explica, ademais, o verdadeiro
sentido de certas máximas que, à primeira vista, parecem singulares. Samaritanos. – Após o cisma das dez tribos, Samaria se constituiu
a capital do reino dissidente de Israel. Destruída e reconstruída várias
vezes, tornou-se, sob os romanos, a cabeça da Samaria, uma das quatro divisões da Palestina. Herodes, chamado o Grande, a embelezou de
suntuosos monumentos e, para lisonjear Augusto, lhe deu o nome de
Augusta, em grego Sebaste.
Os samaritanos estiveram quase constantemente em guerra com os
reis de Judá. Aversão profunda, datando da época da separação, perpetuou-se entre os dois povos, que evitavam todas as relações recíprocas.
Aqueles, para tornarem maior a cisão e não terem de vir a Jerusalém pela
celebração das festas religiosas, construíram para si um templo particular
e adotaram algumas reformas. Somente admitiam o Pentateuco, que continha a lei de Moisés, e rejeitavam todos os outros livros que a esse foram
posteriormente anexados. Seus livros sagrados eram escritos em caracteres
hebraicos da mais alta antiguidade. Para os judeus ortodoxos, eles eram
heréticos e, portanto, desprezados, anatematizados e perseguidos. O antagonismo das duas nações tinha, pois, por fundamento único a divergência
das opiniões religiosas; se bem fosse a mesma a origem das crenças de uma
e outra. Eram os protestantes desse tempo.
Ainda hoje se encontram samaritanos em algumas regiões do Levante, particularmente em Nablus e em Jaffa. Observam a lei de Moisés com
mais rigor que os outros judeus e só entre si contraem alianças.
Nazarenos. – Nome dado, na antiga lei, aos judeus que faziam voto,
perpétuo ou temporário, de guardar perfeita pureza. Eles se comprometiam a observar a castidade, a abster-se de bebidas alcoólicas e a conservar
a cabeleira. Sansão, Samuel e João Batista eram nazarenos.
Mais tarde, os judeus deram esse nome aos primeiros cristãos, por
alusão a Jesus de Nazaré.
Também foi essa a denominação de uma seita herética dos primeiros
séculos da Era Cristã, a qual, do mesmo modo que os ebionitas, de quem
adotava certos princípios, misturava as práticas do mosaísmo com os dogmas cristãos, seita essa que desapareceu no século quarto.
Publicanos. – Eram assim chamados, na antiga Roma, os cavalheiros
arrendatários das taxas públicas, incumbidos da cobrança dos impostos e
das rendas de toda espécie, quer em Roma mesma, quer nas outras partes
do Império. Eram como os arrendatários gerais e arrematadores de taxas do antigo regímen na França e que ainda existem nalgumas regiões. Os riscos
a que estavam sujeitos faziam que os olhos se fechassem para as riquezas
que muitas vezes adquiriam e que, da parte de alguns, eram frutos de exações e de lucros escandalosos. O nome de publicano se estendeu mais tarde
a todos os que superintendiam os dinheiros públicos e aos agentes subalternos. Hoje esse termo se emprega em sentido pejorativo, para designar os
financistas e os agentes pouco escrupulosos de negócios. Diz-se por vezes:
“Ávido como um publicano, rico como um publicano”, com referência a
riquezas de mau quilate.
De toda a dominação romana, o imposto foi o que os judeus mais
dificilmente aceitaram e o que mais irritação causou entre eles. Daí nasceram várias revoltas, fazendo-se do caso uma questão religiosa, por ser considerada contrária à Lei. Constituiu-se, mesmo, um partido poderoso, a cuja
frente se pôs um certo Judá, apelidado o Gaulonita, tendo por princípio
o não pagamento do imposto. Os judeus, pois, abominavam o imposto e,
como consequência, todos os que eram encarregados de arrecadá-lo, donde
a aversão que votavam aos publicanos de todas as categorias, entre os quais
podiam encontrar-se pessoas muito estimáveis, mas que, em virtude das
suas funções, eram desprezadas, assim como os que com elas mantinham
relações, os quais se viam atingidos pela mesma reprovação. Os judeus de
destaque consideravam um comprometimento ter com eles intimidade.
Portageiros. – Eram os arrecadadores de baixa categoria, incumbi
dos principalmente da cobrança dos direitos de entrada nas cidades. Suas
funções correspondiam mais ou menos à dos empregados de alfândega e
recebedores dos direitos de barreira. Compartilhavam da repulsa que pesava sobre os publicanos em geral. Essa a razão por que, no Evangelho, se
depara frequentemente com a palavra publicano ao lado da expressão gente
de má vida. Tal qualificação não implicava a de debochados ou vagabundos. Era um termo de desprezo, sinônimo de gente de má companhia, gente
indigna de conviver com pessoas distintas.
Fariseus (do hebreu parush, divisão, separação). – A tradição constituía parte importante da teologia dos judeus. Consistia numa compilação das interpretações sucessivamente dadas ao sentido das Escrituras
e tornadas artigos de dogma. Constituía, entre os doutores, assunto de
discussões intermináveis, as mais das vezes sobre simples questões de
palavras ou de formas, no gênero das disputas teológicas e das sutilezas da escolástica da Idade Média. Daí nasceram diferentes seitas, cada uma
das quais pretendia ter o monopólio da verdade, detestando-se umas às
outras, como sói acontecer.
Entre essas seitas, a mais influente era a dos fariseus, que teve por
chefe Hillel,2 doutor judeu nascido na Babilônia, fundador de uma escola
célebre, onde se ensinava que só se devia depositar fé nas Escrituras. Sua
origem remonta a 180 ou 200 anos antes de Jesus Cristo. Os fariseus, em
diversas épocas, foram perseguidos, especialmente sob Hircano — sobera
no pontífice e rei dos judeus —, Aristóbulo e Alexandre, rei da Síria. Este
último, porém, lhes deferiu honras e restituiu os bens, de sorte que eles
readquiriram o antigo poderio e o conservaram até a ruína de Jerusalém,
no ano 70 da Era Cristã, época em que se lhes apagou o nome, em consequência da dispersão dos judeus.
Tomavam parte ativa nas controvérsias religiosas. Servis cumpridores
das práticas exteriores do culto e das cerimônias; cheios de um zelo ardente de proselitismo, inimigos dos inovadores, afetavam grande severidade
de princípios; mas, sob as aparências de meticulosa devoção, ocultavam
costumes dissolutos, muito orgulho e, acima de tudo, excessiva ânsia de
dominação. Tinham a religião mais como meio de chegarem a seus fins, do
que como objeto de fé sincera. Da virtude nada possuíam, além das exterioridades e da ostentação; entretanto, por umas e outras, exerciam grande
influência sobre o povo, a cujos olhos passavam por santas criaturas. Daí o
serem muito poderosos em Jerusalém.
Acreditavam, ou, pelo menos, fingiam acreditar na Providência, na
imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos. (Cap. IV, item 4.) Jesus, que prezava, sobretudo, a simplicidade e as
qualidades da alma, que, na lei, preferia o espírito, que vivifica, à letra, que
mata, se aplicou, durante toda a sua missão, a lhes desmascarar a hipocrisia,
pelo que tinha neles encarniçados inimigos. Essa a razão por que se ligaram
aos príncipes dos sacerdotes para amotinar contra Ele o povo e eliminá-lo.
Escribas. – Nome dado, a princípio, aos secretários dos reis de
Judá e a certos intendentes dos exércitos judeus. Mais tarde, foi aplicado
especialmente aos doutores que ensinavam a lei de Moisés e a interpretavam para o povo. Faziam causa comum com os fariseus, de cujos princípios partilhavam, bem como da antipatia que aqueles votavam aos inovadores. Daí
o envolvê-los Jesus na reprovação que lançava aos fariseus.
Sinagoga (do grego synagogê, assembleia, congregação). – Um único
templo havia na Judeia, o de Salomão, em Jerusalém, onde se celebravam
as grandes cerimônias do culto. Os judeus, todos os anos, lá iam em peregrinação para as festas principais, como as da Páscoa, da Dedicação e dos
Tabernáculos. Por ocasião dessas festas é que Jesus também costumava ir lá.
As outras cidades não possuíam templos, mas apenas sinagogas: edifícios
onde os judeus se reuniam aos sábados, para fazer preces públicas, sob a
chefia dos anciães, dos escribas, ou doutores da Lei. Nelas também se realizavam leituras dos livros sagrados, seguidas de explicações e comentários,
atividades das quais qualquer pessoa podia participar. Por isso é que Jesus,
sem ser sacerdote, ensinava aos sábados nas sinagogas.
Desde a ruína de Jerusalém e a dispersão dos judeus, as sinagogas, nas
cidades por eles habitadas, servem-lhes de templos para a celebração do culto.
Saduceus. – Seita judia, que se formou por volta do ano 248 antes de
Jesus Cristo e cujo nome lhe veio do de Sadoque, seu fundador. Não criam
na imortalidade, nem na ressurreição, nem nos anjos bons e maus. Entre
tanto, criam em Deus; nada, porém, esperando após a morte, só o serviam
tendo em vista recompensas temporais, ao que, segundo eles, se limitava
a Providência divina. Assim pensando, tinham a satisfação dos sentidos
físicos por objetivo essencial da vida. Quanto às Escrituras, atinham-se ao
texto da lei antiga. Não admitiam a tradição, nem interpretações quais
quer. Colocavam as boas obras e a observância pura e simples da Lei acima
das práticas exteriores do culto. Eram, como se vê, os materialistas, os deístas e os sensualistas da época. Seita pouco numerosa, mas que contava em
seu seio importantes personagens e se tornou um partido político oposto
constantemente aos fariseus.
Essênios ou esseus. – Também seita judia fundada cerca do ano 150
antes de Jesus Cristo, ao tempo dos macabeus, e cujos membros, habitando
uma espécie de mosteiros, formavam entre si uma como associação moral
e religiosa. Distinguiam-se pelos costumes brandos e por austeras virtudes,
ensinavam o amor a Deus e ao próximo, a imortalidade da alma e acreditavam na ressurreição. Viviam em celibato, condenavam a escravidão e a
guerra, punham em comunhão os seus bens e se entregavam à agricultura. Contrários aos saduceus sensuais, que negavam a imortalidade; aos fariseus
de rígidas práticas exteriores e de virtudes apenas aparentes, nunca os essênios tomaram parte nas querelas que tornaram antagonistas aquelas duas
outras seitas. Pelo gênero de vida que levavam, assemelhavam-se muito aos
primeiros cristãos, e os princípios da moral que professavam induziram
muitas pessoas a supor que Jesus, antes de dar começo à sua missão pública, lhes pertencera à comunidade. É certo que ele há de tê-la conhecido,
mas nada prova que se lhe houvesse filiado, sendo, pois, hipotético tudo
quanto a esse respeito se escreveu.3
Terapeutas (do grego therapeutai, formado de therapeuein, servir, cuidar, isto é: servidores de Deus ou curadores). – Eram sectários
judeus contemporâneos do Cristo, estabelecidos principalmente em
Alexandria, no Egito. Tinham muita relação com os essênios, cujos
princípios adotavam, aplicando-se, como esses últimos, à prática de to
das as virtudes. Eram de extrema frugalidade na alimentação. Também
celibatários, votados à contemplação e vivendo vida solitária, constituíam uma verdadeira ordem religiosa. Fílon, filósofo judeu platônico,
de Alexandria, foi o primeiro a falar dos terapeutas, considerando-os
uma seita do Judaísmo. Eusébio, São Jerônimo e outros Pais da Igreja
pensam que eles eram cristãos. Fossem tais, ou fossem judeus, o que é
evidente é que, do mesmo modo que os essênios, eles representam o
traço de união entre o Judaísmo e o Cristianismo.
Essa parte do texto — “III – Notícias históricas”, encontrada no Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, tem por objetivo esclarecer e contextualizar historicamente expressões, grupos sociais, religiosos e culturais que aparecem frequentemente nos Evangelhos, e que muitas vezes são mal compreendidos pelos leitores modernos.
Vamos destrinchar a explicação por partes, resumindo e destacando o que é mais relevante para a boa compreensão do texto evangélico e da intenção de Kardec:
📌 Objetivo dessa seção
Kardec destaca que não se pode entender corretamente os Evangelhos sem compreender o significado e o contexto histórico de certos termos e figuras que neles aparecem. Palavras e conceitos que, à época, tinham um valor e uma conotação específicos, hoje são mal interpretados, o que gera distorções na leitura espiritual e moral dos textos.
🔍 Grupos e termos explicados por Kardec
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Samaritanos
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Após a divisão do reino de Israel, tornaram-se inimigos dos judeus da Judeia.
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Tinham seu próprio templo e só aceitavam o Pentateuco.
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Eram considerados heréticos pelos judeus ortodoxos.
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Símbolo de antagonismo religioso, mas Jesus os usou como exemplo de caridade (vide Parábola do Bom Samaritano).
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Nazarenos
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Judeus que faziam votos de pureza (como João Batista).
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Posteriormente, termo usado para designar os primeiros cristãos (seguidores de Jesus de Nazaré).
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Também nome de uma seita herética dos primeiros séculos.
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Publicanos
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Cobradores de impostos romanos, odiados pelos judeus por colaborarem com Roma.
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Vistos como corruptos, mesmo quando pessoais honestas.
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Jesus convivia com eles, quebrando barreiras sociais e religiosas.
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Portageiros
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Arrecadadores de pedágios e impostos locais.
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Tinham reputação semelhante à dos publicanos.
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Fariseus
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Seita influente, defensora rígida da tradição e das aparências religiosas.
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Jesus os criticava pela hipocrisia e falta de essência moral.
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Tinham grande poder e eram respeitados externamente pelo povo.
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Escribas
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Eram os doutores da Lei, intérpretes e ensinadores do texto sagrado.
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Aliavam-se aos fariseus contra Jesus.
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Responsáveis por manter e transmitir a tradição.
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Sinagogas
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Locais de reunião e estudo, diferentes do Templo de Jerusalém.
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Jesus ensinava nelas, mesmo sem ser sacerdote.
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Saduceus
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Seita aristocrática, deísta e materialista, rejeitavam a vida após a morte.
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Opostos aos fariseus, apesar de também se oporem a Jesus.
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Essênios
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Seita retirada, com vida simples e moral elevada.
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Viviam em comunidade, celibatários, pacíficos, estudiosos.
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Muito próximos em valores aos primeiros cristãos, embora não haja prova de que Jesus tenha pertencido a esse grupo.
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Terapeutas
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Grupo místico-religioso do Egito, semelhante aos essênios.
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Celibatários, dados à meditação e contemplação.
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Viveram uma ponte espiritual entre Judaísmo e Cristianismo.
✨ Importância dessa explicação para a leitura do Evangelho
Kardec apresenta esse panorama histórico para mostrar que o entendimento profundo da mensagem de Jesus depende da compreensão do contexto sociocultural da época. Ao saber quem eram os fariseus, os publicanos, os samaritanos, etc., o leitor:
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Evita julgamentos anacrônicos (ou seja, com valores atuais sobre realidades passadas).
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Entende melhor o alcance das parábolas e dos ensinamentos morais de Jesus.
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Percebe como Jesus confrontava as estruturas religiosas e sociais do seu tempo, sempre em favor da ética interior e do amor ao próximo.
Entender esses grupos e contextos históricos nos ajuda a interpretar corretamente os ensinamentos do Cristo e nos inspira a olhar para o mundo de hoje com mais compaixão, tolerância e sabedoria.
Jesus não veio valorizar as convenções sociais ou os rituais exteriores, mas tocar o coração humano e convidar cada um à transformação interior. Ao conhecermos a realidade do tempo d’Ele, compreendemos melhor a profundidade e a coragem do Seu amor.
Prece de Encerramento do Evangelho no Lar
Senhor Jesus, Mestre amado,
Agradecemos por mais este momento de luz e aprendizado, por Tua presença em nosso lar e em nossos corações. Que os ensinamentos aqui refletidos fortaleçam nossa fé, iluminem nossos pensamentos e se transformem em atos de amor, caridade e perdão em nosso dia a dia.
Abençoa este lar, Senhor, envolve nossa família em Tua paz, e estende Tua luz a todos os lares da Terra,
aos que sofrem, aos que choram, aos que buscam o consolo. Despede-nos em paz, com o coração sereno e o espírito renovado, para que sejamos instrumentos do Teu bem onde estivermos.
Fica conosco, hoje e sempre.
Que assim seja.
Prece de Fluidificação da Água
Senhor Jesus,
Neste momento de paz e recolhimento,
Elevamos nossos pensamentos a Ti,
E pedimos que Tuas bênçãos desçam sobre esta água.
Que os bons Espíritos, sob Teu comando,
As energias de equilíbrio, paz e saúde,
De acordo com as necessidades de cada um de nós.
Sejamos beneficiados no corpo e no espírito,
Fortalecidos na fé, no amor e na esperança,
E auxiliados em nossa caminhada de renovação.
Pela luz do Teu Evangelho e pelo amparo invisível dos benfeitores.
Possam nela depositar os fluidos curadores,
Que ao tomarmos desta água,
Agradecemos, Senhor, por Tua presença em nosso lar,
Que assim seja.
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