Gênesis Parte 2


crítica literária moderna descreve o Livro do Gênesis como um compilado de material escrito a diversas mãos, tendo assimilado mitos da Suméria, da Babilônia e de Ugarit, especialmente os poemas da Criação, Enuma Elish e Atrahasis, a influência da Epopeia de Gilgamesh está também presente no relato do Dilúvio. Não há consenso sobre quando o Gênesis foi escrito, mas alguns anacronismos apontam que sua redação final aconteceu no primeiro milênio. As teorias mais recentes colocam a redação final do texto em torno do século V a.C., durante o período pós exílio quando a comunidade judia se adaptava à vida sob o império persa.
Várias tentativas foram feitas para reconciliar o resultado da análise moderna com a crença tradicional de que Moisés haveria escrito a Torá. Por exemplo, Mordechai Breuer acredita que "A Torá deve falar na linguagem do homem." Portanto Breuer postula que a Torá recorre a uma técnica de comunicação multivocal: a soma de textos que parece dissonante de fato oferece um contraponto poderoso. Similarmente, erudito judeu Menachem Mendel Kasher acredita que certas tradições da Torá Oral que descrevem Moisés citanto o texto do Gênesis antes do evento do Monte Sinai; baseadas em diversos versos bíblicos e afirmações rabínicas - sugerem que Moisés tinha certos documentos escritos pelos patriarcas quando escreveu o livro. Alguns judeus e cristãos conservadores, que consideram a inerrância bíblica, mesmo quando em contradição com as evidências científicas e históricas, mantêm a crença na autoria mosaica. Argumentam que o escritor do livro teria familiaridade com a geografia e cultura egípcia, levando em conta o fato de que Moisés teria sido criado na casa do Faraó no Egito segundo os versos 45:10 e 47:11 do livro do Gênesis. Detratores da Bíblia, no entanto, sugerem que alguém versado em história Egípcia teria datado a história do dilúvio antes das dinastias egípcias. Ainda assim, mesmo conservadores acreditam que alguns trechos possam ter sido acrescentados e modificados por outros escritores no período de divisão dos reinos (Gn 36) e (ou) no processo de cópia dos manuscritos. Tais modificações explicariam os anacronismos presentes no texto, como a lista dos reis de Israel no período da monarquia israelita e o fato de algumas cidades serem chamadas por nomes do período da monarquia em vez do período dos Patriarcas bíblicos. Tais alterações teriam o objetivo de melhorar a clareza para leitores contemporâneos àquele período.
Cristãos e judeus liberais em geral rejeitam a teoria da autoria mosaica com base na análise literária moderna.

 

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