Vedismo


O vedismo é a denominação da mais antiga religião da Índia, que marcou a passagem do animismo e naturalismo primitivo para o brahmanismo e o hinduísmo. Vedas, que significa saber, é um conjunto de textos divididos em 4 volumes, nos quais se encontram os mais antigos testemunhos de seu passado, escritos em sâncrito, seu primeiro volume data do século XX a.C..
A religião védica é a que os invasores arianos levaram consigo quando irromperam no Noroeste da Índia (o Panjâb, bacia do alto Indo), entre 2100 e 1500 antes da nossa era. O fundo remonta a dados que se deixam caracterizar como «indo-iranianos».
Tinham os mais antigos livros sagrados e as mais antigas entre as obras sânscritas, conforme os Hindus, cujos Brâmanes e Panditas conheceriam mais que ninguém. Seus ensinamentos, por milhares de anos, foram transmitidos só oralmente, e depois foram compilados nas margens do lago Mânasa-Sarovara, além dos Himalaias, no Tibete.Eles também acreditavam que quando uma pessoa falecia a alma desta pessoa se reencarnava na vaca. A religião Indo-europeia consistia numa rede de crenças já complexas, ao mesmo tempo naturalistas, rituais e «sociais». Sob um deterrminado ângulo, estavam repartidas em funções: uma propriamente religiosa, sacerdotal e jurídica, outra representativa do poder temporal e uma terceira de tipo econômico.
A compilação final coube a Veda-Vyasa, em 3 100 a.C., e foram escritos em uma forma tão antiga de sânscrito que são únicos, entre todas as obras, nessa forma. Hoje existem cinco livros, mas antigamente só havia três, conforme as antigas obras indianas:

  • Braya Vidya - o livro da tripla ciência;
  • Rgveda ou Rigveda - o livro dos hinos;
  • Yajurveda ou Yadjurveda (“branco e preto”) - o livro das fórmulas recitadas durante os sacrifícios;
  • Samaveda - o livro dos cânticos religiosos; e o mais recente,
  • Atharvaveda - livro das fórmulas mágicas, dos exorcismos e encantações;
  • Aranyaka - o livro das florestas.
  • Upanishada - doutrina secreta sobre a transição entre a literatura védica e o hinduismo clássico - funda uma interiorização entre a alma humana e a alma profunda do universo.

Sua imensa literatura, com dezenas de livros, milhares de poemashinoslendasmitos e narrativas, contém extrordinária beleza, grande saber e elevação espiritual, onde frases enigmáticas, indecifráveis, passíveis de todas as interpretações, juntam-se à páginas pobres de significação literária, moral e religiosa.
Sobre seus escritos, 50% eram especiais e 50% péssimo e de fraca qualidade. O vedismo tem 33 deuses, 11 do céu, 11 da terra e 11 do ar, em parte emancipados do culto da natureza e relacionados com a ordem do universo físico e moral, como Indra e Varuna, alguns ainda presos àquele culto, como Agni (fogo), Surya (sol), outros ainda ligados a conceitos abstratos, como Shaddha (fé) e Manyu (ira).
As relações homem-deuses, baseavam-se no sacrifício, onde o fogo (Agni) e a bebida obrigatória (Soma) tinham os papéis mais destacados. De objetos como Pramanta (bastão), Araní (espécie de cuia), e como da fricção do bastão na cuia eles criavam o fogo, veio a ligação do bastão (princípio masculino) com a cuia (princípio feminino), daí gerando a criança, criando a ideia do princípio da geração.
A religião do período védico (1300 - 300 a.C.) é a predecessora histórica das religiões dármicas. Sua liturgia reflete-se na parte Mantra dos Vedas. As práticas religiosas centravam-se ao redor de um sacerdócio védico responsável por sacrifícios rituais. Uma pequena porção conservadora dos Shrautins continua esta tradição ainda hoje, dentro do hinduísmo.


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