EVANGELHO NO LAR - LIVRO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - ALLAN KARDEC

Primeiramente boa noite a todos.
Sejam todos muito bem vindo a mais um Evangelho no Lar
Como disse anteriormente é recomendado a realização do Evangelho ao menos uma vez na semana, sempre no mesmo horário. 
Em família ou mesmo individualmente.
O importante é consagrarmos um momento a uma união com o plano espiritual.
Para que haja harmonização do lar, para que haja um equilíbrio espiritual.
Pediria a gentileza do leitores do Blog, em especial dos que acompanham o Blog sempre ao ler, ao participar do nosso Evangelho quatro coisas simples, básicas. 
Que todos indistintamente podem fazer.
1- Olvidar todo e qualquer sentimento de mágoa, ressentimento, ira, medo.
2- Serene sua mente, acalme-se. Limpe seus pensamentos.
3- Feito isso busquem se possível um lugar calmo, aprazível que não sofra com interferências externas.
4- Esqueça por hora os problemas do dia a dia, dissabores, dores, decepções. Que nada venha roubar, interferir sua paz interior, seu equilíbrio físico-espiritual.
Você a partir desse momento vai entrar em contato com o nível superior. 
Elevemos portanto nossos pensamentos para que assim possamos todos receber ajuda da espiritualidade.
Que nada venha roubar, interferir sua paz interior, seu equilíbrio físico-espiritual.
Você a partir desse momento vai entrar em contato com o nível superior.



08 - Instruções dos Espíritos - Erasto - item 11 
A leitura foi da última parte do capítulo I, do Evangelho Segundo o Espiritismo - “Eu não vim destruir a lei” -, enviada pelo Espírito Erasto, nos fala sobre Agostinho, Espírito evoluído na inteligência e um dos grandes divulgadores do Espiritismo. Agostinho muito fez pelo Cristianismo e, mesmo depois de desencarnado, nos tem enviado mensagens, para aumentar o nosso conhecimento e ajudar na nossa evolução. Sua vida terrena foi muito conturbada, até o seu encontro com a verdade da vida; que é Jesus Cristo. Era de origem humilde, filho de mãe cristã e pai pagão. Sua mãe, sempre devota de Deus, procurou desde cedo ensinar ao filho que existia Deus e que a Ele, acima de tudo, devemos obediência e respeito. No ambiente pagão e cristão, Agostinho pendia para o lado que lhe convinha, dependendo da situação. Muito cedo se mostrou tentado à vida fácil, sem nenhum compromisso, numa vontade louca de fazer tudo o que lhe aprouvesse, sem ouvir a ninguém, sem nenhuma responsabilidade. Certa época, mais ou menos aos 15 anos, seus pais o enviaram para estudar em outra cidade, e Agostinho os surpreendeu, tornou-se um esforçado estudante, mostrando sua inteligência, mas voltou-se para os valores pagãos. Tudo quanto Agostinho fazia, nos seus anos juvenis, parecia levá-lo para longe do seu destino final. Diplomou-se em retórica e foi dominado pela cobiça da riqueza e do dinheiro. Muito inteligente, conseguiu empolgar a todos com seus discursos, sua loquacidade, fazendo colocações verbais, de acordo a agradar a quem ele pudesse tirar vantagem. Agostinho estava sempre a procura de alguma coisa. Era inquieto, não se satisfazendo com o que conseguia. Nesta busca, entrou para a seita dos Maniqueus, onde o seu fundador Manes, dizia-se a encarnação perfeita do Espírito Santo e que o mal era causado pelo deus das trevas. Para Agostinho estava ótimo, o Maniqueísmo o isentava das responsabilidades de suas fraquezas. Porém sua mãe, Mônica, nunca deixou de orar por seu filho, de pedir a Deus que o protegesse e iluminasse. Um acontecimento que abalou Agostinho foi o desencarne de seu melhor amigo. Sentiu-se incapaz e percebeu a verdade de que; uma pessoa que a gente ama pode morrer. Pela primeira vez experimentou o sofrimento. A violência da dor fez-lhe perceber que há, no humano, alguma coisa que a simples razão não pode assimilar. Então disse: Tornei-me um enigma para mim mesmo.  Tentou buscar consolo no maniqueísmo e não encontrou. Chegou a abandonar a ideia de descobrir um apoio espiritual. Quando maniqueísta, achou que o mal que fazia não era de sua responsabilidade, e sim do deus das trevas. Deixando a seita, percebeu que era o responsável por tudo o que fazia. Era o primeiro passo. No despertar de sua consciência, percebeu que a origem do bem e do mal, ou do certo e do errado, está em nós mesmos. Mesmo assim ainda continuava ligado ao dinheiro e a sensualidade. Foi para Roma na esperança de enriquecer, pois era um vendedor de palavras e sabia manipulálas muito bem. Em Roma ainda foi ajudado por alguns amigos maniqueístas. Seguindo para Milão, conheceu Ambrósio, um bispo cristão. Encontrou com Ambrósio sua personalidade, seu conhecimento. No início achou que, se aproximando dele, tiraria proveito, por ter ele um ideal digno e ser a autoridade mais importante de Milão. Não o procurou como Mestre da verdade, pois ainda não procurava a verdade. Todo domingo Ambrósio fazia um sermão na basílica e Agostinho ia ouvi-lo, e cada vez mais se impressionava com Ambrósio. Agostinho, o mercador de palavras, o caçador de fortunas, era possuído do mais profundo poder de introspecção. Ele sabia da liberdade de escolha entre o bem; o certo, e o mal; o errado, e tinha uma luta  espiritual desesperada. 
Os amigos de Agostinho desempenharam papel decisivo no seu desenvolvimento. A perda do amigo querido lhe causara o ponto de partida, para a análise do seu eu e para a observação dos fenômenos psíquicos da própria consciência. Na troca de ideias com seus amigos, veio a reconhecer que o problema da origem do mal, ou do erro, que tanto o preocupava, era um problema da humanidade em geral, o maior problema de todos os tempos. Mônica, mãe de Agostinho, afligindo-se por tudo que o filho fazia, sabendo de suas fraquezas, procurou um bispo que lhe ouviu os lamentos e consolou-a dizendo: "Volte para casa e Deus a abençoe, pois não é possível que o filho de tais prantos, venha a perecer". Ela tomou estas palavras como uma profecia. E Agostinho converteu-se ao Cristianismo, muitos anos depois de sua mãe ouvir o bispo.  Então a profecia se cumpria. O pouco que estou falando de Agostinho, foi escrito por ele mesmo em seu livro Confissões. A angústia que sentia Agostinho na procura do seu eu, acontece com todos que estão a procura da verdade e da fé, de um caminho seguro a seguir. Alguns conseguem, mais rapidamente, encontrar a verdade e crer na imortalidade do Espírito, enquanto outros se obstinam no erro, não conseguindo analisar o seu eu, e vão tropeçando pelo caminho mais difícil, até um dia encontrarem a verdade em Jesus Cristo. A luta entre o Espírito e a matéria é árdua, é longínqua. Até Jesus, quando se aproximava o momento do calvário, indo com os apóstolos ao Monte das Oliveiras, orou e disse: Pai se queres, passa de mim este cálice; contudo não se faça a minha vontade, e sim, a Tua. Agostinho lutava incessantemente, de um lado deixando-se levar pela moral baixa, e por outro lado sabendo que estava errado. Por isso seus constantes tormentos. Foi lhe dada a oportunidade, encarnando-se. Inteligente, porém não conseguia caminhar na retidão, pois espiritualmente pendia para o erro e para a perdição. Sua mãe Mônica, que todo o tempo sofria com a insensatez do filho, não perdeu a fé e foi seu anjo, acreditando no Cristo, sabendo que nenhuma ovelha se perde, viu seu filho crer em Jesus e abraçar o Cristianismo.  Nós, como Espíritos, evoluímos no caminho da moral e do conhecimento. Podemos observar as pessoas que nos rodeiam e a nós mesmos, que existem encarnados de boa moral e bom conhecimento; de boa moral e pouco conhecimento; de pouca moral e bom conhecimento e os de pouca moral e pouco conhecimento. O ideal seria evoluirmos na moral e no conhecimento juntos, porque através da boa vontade sentimos o desejo do conhecimento, também o conhecimento pode nos levar a uma boa moral. Estes atributos de moral e conhecimento são do Espírito, por isso, quando desencarnados, continuamos com eles. No caso de Agostinho, podemos identificar um Espírito de pouca moral e muito conhecimento.  A sua missão veio nos mostrar que, através do conhecimento elevou-se moralmente. Tendo a moral e o conhecimento; juntos, pode viver o Cristianismo, pode nos legar escritos maravilhosos e mesmo depois de desencarnado, continua nos enviando mensagens de seu grande conhecimento do Cristianismo. A luta do Espírito e da matéria vem de tempos imemoriais. Se observarmos a história, nos convencemos das transformações que o mundo vem passando, sempre acionado pelas potestades superiores. Justamente quando o jugo se torna mais pesado, quando o caráter deprime, quando a matéria invade a família e a sociedade, é que o Mundo espiritual mais atua, nos ajudando no progresso, no tempo perdido em holocaustos vãos, que só serviram para assinalar o nosso atraso espiritual. O Mundo espiritual do qual falo é o dos Espíritos já esclarecidos que nos ajudam, com a graça de Deus. Quando a humanidade descambava para o fanatismo, a superstição e o materialismo, o Mundo espiritual se fez ouvir, e nos foi enviado o seu mais legítimo representante. Foi nesta época, que reencarnou entre nós, o grande Espírito que conhecemos por Jesus Cristo. O ser humano, através dos tempos, tem sido seu próprio inimigo, pois renega demais a verdade e suscita dúvidas. A todos os jatos de luz, opõe uma sombra para obscurecê-la. Uma doutrina, por mais clara e pura que seja, no momento em que é concedida ao ser humano, aparecem os que a trucidam, interesseiros e interessados em manter a ignorância. 
A doutrina de Jesus, com sua nitidez incomparável, de lógica e clareza sem igual, também foi incompreendida por muitos que; só atiraram pedras, dificultaram a caminhada dos apóstolos de Jesus e fez tantos mártires. Jesus resumiu sua doutrina no amor a Deus e ao próximo, no merecimento pelo trabalho, pela abnegação, pelas virtudes. Dessa simplicidade houve tanta discórdia, numa luta tremenda de desamor e de ódio, de orgulho e de egoísmo. Porém o ser humano continua a sua procura, e aos poucos vai elucidando-se, compreendendo a doutrina imaculada do filho de Maria. Aqui estamos nós, tentando nos elucidar, para que a compreensão da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é toda de luz, nos domine, estabelecendo em nossos corações o amor a Deus e prevalecendo a fraternidade; único meio de resolver as questões sociais e estabelecer a paz no mundo. Que Jesus esteja com todos nós! 
Explanação
Estamos quase acabando a  primeira parte de Livro Evangelho Segundo o Espiritismo.
Espero sinceramente, juntamente com nossos amigos espirituais. Mentores, guias que o propósito de auxiliar tanto vós irmãos encarnados nesta jornada encarnatória onde todos nos encontramos como aos irmãos desencarnados que se encontrem ou não aqui em nosso plano esteja sendo alcançado satisfatoriamente. Cumprindo-se assim a real função de nosso Evangelho no Lar.
Mais especificamente leitura da última parte do capítulo I, do Evangelho Segundo o Espiritismo - “Eu não vim destruir a lei” -, enviada pelo Espírito Erasto, nos fala sobre Agostinho, Espírito evoluído na inteligência e um dos grandes divulgadores do Espiritismo. Agostinho muito fez pelo Cristianismo e, mesmo depois de desencarnado, nos tem enviado mensagens, para aumentar o nosso conhecimento e ajudar na nossa evolução.
Onde segundo o espirito de Erasto, Agostinho foi de um extremo a outro.
Ou seja antes amigo dos prazeres da carne como muito de nós aqui, dado a paixões frívolas suscitando com isso preocupações a sua mãe Mônica.
Mais tarde após ao que podemos chamar de despertar espiritual, o mesmo veio a reconhecer seus erros, bem como o caminho tortuoso e obscuro a que estava tomando.
Quando, em meio aos seus erros, sentiu espiritualmente essa vibração estranha que o chamava para si mesmo, e lhe fez compreender que a felicidade estava em outro lugar e não nos prazeres mundanos. Quando, enfim, sobre sua estrada de Damasco também ouviu uma voz pura lhe exclamar: Saulo, Saulo, por que me persegues? Ele exclamou: Meu Deus! Meu Deus! Perdoai-me, eu creio, eu sou cristão! Depois, então, tornou-se um dos mais firmes sustentáculos do Evangelho. Podem-se ler, nas confissões notáveis que nos deixou esse eminente Espírito, as palavras, ao mesmo tempo, características e proféticas, que pronunciou depois de ter perdido Mônica: "Eu estou convencido de que minha mãe voltará a me visitar e me dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura". Que ensinamento nessas palavras, e que previsão brilhante da futura Doutrina! É por isso que, hoje, vendo chegada a hora para a divulgação da verdade que ele havia pressentido outrora, se fez dela o ardente propagador, e se multiplica, por assim dizer, para responder a todos aqueles que, espiritualmente, o chamam. 
"E por que no Espiritismo? Em 1863, em mensagem recebida em Paris, Erasto afirmou que Santo Agostinho seria um dos maiores divulgadores da Doutrina Espírita. 
Esta condição denota o seu entusiasmo e amor pelo Espiritismo.
E quem foi Erasto? 
Como afirma Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, no capítulo 5, seria discípulo de Paulo de Tarso. Erasto, o companheiro de Paulo, assim chamado pelo povo em razão de sua proximidade com o Apóstolo dos Gentios, foi um dos primeiros seguidores e divulgador convicto da mensagem de Jesus Cristo, numa época inicial em que os caminhos da fé cristã precisavam ser abertos e os primeiros pergaminhos da Boa Nova ainda deveriam ser escritos para divulgação do Cristianismo nos vários cantos da Terra.Fora descendente da tribo de Benjamim. Nascera no ano 13 da Era Cristã. Sua família e a de Saulo de Tarso, mais velho que ele alguns anos, eram conhecidas e mantinham laços de amizade. 
Na infância, em anos distintos, ambos receberam formação religiosa da mesma escola judaica, a dos fariseus, cujo mestre maior naquele tempo era Gamaliel, o Velho.
Diz a Bíblia em "O Novo Testamento" que o Apóstolo Paulo, quando realizava sua terceira viagem missionária, chegou a Éfeso, cidade da Jônia (Ásia Menor), onde permaneceu cerca de três anos e onde pregou a palavra do Senhor Jesus, o Homem de Nazaré. Pretendia seguir viagem em direção a Jerusalém, passando pela Macedônia e pela Acaia, de onde então seguiria para Roma. (Atos, XIX, 1).
Antes, porém, de partir, ele fez o que sempre costumava fazer: mandou na frente dois dos seus companheiros fiéis e dedicados, para servirem de arautos da boa nova, como nos informou Lucas: "E, enviando à Macedônia dois daqueles que o seguiam, Timóteo e Erasto, ficou Paulo por algum tempo na Ásia" (Atos, XIX, 22).
Não devemos confundir esse "Erasto", jovem que acompanhava o Apóstolo dos gentios em sua peregrinação evangélica, "pessoa simples, sem grande instrução nem distinção social, pertencente à classe humilde" com aquele outro "Erasto", "personagem muito importante, tesoureiro e procurador da cidade de Corinto" (Ernesto Renan, em S. Paulo, cap. VIII, pág. 166 e cap. XIV, pág. 284, citando a Epístola de Paulo aos Romanos, XVI, 23).
Os dois pregoeiros do Evangelho, chegando a Corinto, cidade importante do Mar Egeu, "muito povoada, rica, brilhante, freqüentada por muitos estrangeiros, centro de um comércio ativo...", como nos informa Renan (obr. cit. pág. 162), ali ficaram esperando a chegada do grande Apóstolo, e, tão logo este chegou, se separaram, pois Erasto ali permaneceu enquanto Timóteo seguiu rumo a Éfeso. (Renan, obr. Cit. pág. XXVI da Introdução).
Por que estamos apresentando estes dados referentes a Erasto, Discípulo de São Paulo, jovem simples, sem grande instrução, sem posição social de destaque, que, depois de sua conversão ao Cristianismo primitivo, acompanhou o Apóstolo dos Gentios em suas viagens de divulgação da Boa Nova?
A resposta é muito simples. É porque foi seu Espírito que, no século XIX, integrou a gloriosa equipe do Espírito de Verdade ditando instruções utilíssimas, que aparecem nas obras básicas da Codificação, bem como as Epístolas que aprecem na Revista Espírita de outubro de 1861, dirigida aos Espíritas Lioneses e na de novembro do mesmo ano, dirigida aos espíritas de Bordéus, e que Kardec fez questão de ler na reunião geral dos espíritas bordeleses, realizada em 14 de outubro de 1861 (Ver essa dissertação de Erasto na Coleção EDICEL, págs.364 a 368).
Com o respeitável nome de Erasto, cujas comunicações traziam sempre o "cunho incontestável de profundeza e lógica", como disse o próprio Codificador, encontramos duas personalidades, em momentos diferentes da História da Humanidade.
A primeira, afirmativa do próprio Codificador, é de que ele seria discípulo de Paulo de Tarso (O livro dos médiuns, cap. V, item 98). A afirmativa tem procedência. Na segunda epístola a Timóteo, escrita quando prisioneiro em Roma, relata o Apóstolo dos Gentios: "Erasto ficou em Corinto." ( IV,20). Segundo consta na epístola aos Romanos, na saudação final, este mesmo Erasto tinha cargo na cidade, pois se encontra no cap. 16, vers. 23: "Saúda-vos Erasto, tesoureiro da cidade".
Em Atos dos Apóstolos (XIX,22) lemos que Paulo enviou à Macedônia "...dois dos que lhe assistiam, Timóteo e Erasto..." , enquanto ele próprio, Paulo, permaneceu na Ásia. Interessante observar a proximidade dos dois discípulos de Paulo, pois em O Livro dos Médiuns, cap. XIX, encontramos longa mensagem assinada por ambos, a respeito do papel do médium nas comunicações (item 225). Juntos no século I da era cristã, juntos na tarefa da Codificação.
Ainda em O livro dos médiuns são de sua lavra os itens 98, cap. V, algumas respostas a perguntas constantes no item 99, itens 196 e 197 do cap. XVI, itens 230 do cap. XX, onde se encontra a célebre frase: "Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea." Finalmente, na comunicação de nº XXVII. Em O Evangelho segundo o espiritismo, lê-se várias mensagens assinadas por Erasto. A primeira se encontra no cap. I, item 11, a segunda no cap. XX, item 4 e se intitula: Missão dos espíritas, trazendo a assinatura de Erasto, anjo da guarda do médium, aditando oportunamente o Codificador de que o médium seria o sr. d'Ambel.
Várias mensagens de Erasto foram incluídas em “O Evangelho segundo o Espiritismo”, onde destacamos a famosa “A missão dos espíritas”.  Melhor referência para Santo Agostinho não poderíamos encontrar.
Quanto ao Cristianismo, depois de Paulo foi quem mais o influenciou. 
A sua importância foi dar corpo ao Cristianismo, universalizá-lo quanto possível, independentemente do Império Romano, que começava a desabar no século V, invadido pelos bárbaros. 
Para dar corpo, era preciso unificá-lo já que na sua época existiam dezenas de cristianismos, cada um dos quais afirmando ser a mensagem autêntica do Cristo.
Assim, existiam cristãos maniqueus, pelagianos, donatistas, gnósticos, monofisistas, nestorianos, atólicos, católicos romanos, entre outros. 
Agostinho, a despeito de tantas teologias cristãs em litígio, rompeu o caminho rumo ao Cristo.
Atualmente o foco de atenção do agostinianismo é a sua preocupação com a alma. Agostinho foi o primeiro a estudar a alma, a ponto de muitos o considerarem o precursor de Freud, que viveria cerca da 16 séculos depois. 
Foi ele o primeiro a discernir no fundo do nosso ser as forças obscuras que fora da consciência clara e do livre exercício da vontade podem determinar nosso comportamento, o que Freud chamou de inconsciência. 
A psicologia de Agostinho é introspectiva quando ele afirmava que o fundamento da alma é sua contínua autoconsciência.
Assim Agostinho tinha um coração inquieto pela busca incessante do conhecimento. Na juventude seguiu o maniqueísmo, filosofia que misturava elementos do Cristianismo com o mazdeísmo Persa. 
Depois, tornou-se neoplatônico, para, finalmente, converter-se ao Cristianismo.
Por fim, o que mais nos aproxima dele é a sua luta contra os seus defeitos. 
É certo que estamos mais próximos de Agostinho do que de Paulo, um espírito amante das virtudes. É famosa a frase de Agostinho: “Senhor, dai-me a castidade, mas não agora”. Agostinho, no século V, formulou questões que somente seriam respondidas pela Doutrina Espírita com a sua participação como Espírito. 
Quando Mônica, sua mãe, desencarnou em Óstia, após haver cumprido sua missão de tornálo cristão, Santo Agostinho iria afirmar: “Estou certo que minha mãe virá visitarme e dar-me conselhos, revelando-nos o que nos espera na vida futura”. Esta frase é de um espírita no século V. 
Agostinho de Hipona (em latim: Aurelius Augustinus Hipponensis), conhecido universalmente como Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo cujas obras foram muito influentes no desenvolvimento do cristianismo e filosofia ocidental
Ele era o bispo de Hipona, uma cidade na província romana da ÁfricaEscrevendo na era patrística, ele é amplamente considerado como sendo o mais importante dos Padres da Igreja no ocidente. 
Suas obras-primas são "A Cidade de Deus" e "Confissões", ambas ainda muito estudadas atualmente.
Muito embora fosse Agostinho fosse cristão e bispo da igreja católica, o mesmo andava podemos assim o dizer na contra mão do que dizia a Igreja Católica.
Pois ele não apenas admitia como cria na vida após a morte e manifestações espiritas. "Eu estou convencido de que minha mãe voltará a me visitar e me dar conselhos, revelando-me o que nos espera na vida futura". 
Que ensinamento nessas palavras, e que previsão brilhante da futura Doutrina!
Em relação ao platonismo, o posicionamento de Santo Agostinho não é meramente passivo, pois o reinterpreta para conciliá-lo com os dogmas do cristianismo, convencido de que a verdade entrevista por Platão é a mesma que se manifesta plenamente na revelação cristã. 
Assim, apresenta uma nova versão da teoria das idéias, modificando-a em sentido cristão, para explicar a criação do mundo. Deus cria as coisas a partir de modelos imutáveis e eternos, que são as idéias divinas. Essas idéias ou razões não existem em um mundo à parte, como afirmava Platão, mas na própria mente ou sabedoria divina, conforme o testemunho da Bíblia. (Rezende, 1996, p. 77 e 78).
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontra-se algumas comunicações deste insigne Espírito. São elas: Os Mundos de Expiações e de Provas, Mundos Regeneradores e Progressão dos Mundos (Cap. 3, 13 a 19), O Mal e o Remédio (Cap. 4, 19), O Duelo (Cap. 12, 11 e 12), A Ingratidão dos Filhos e os Laços de Família (Cap. 14, 9) e Alegria da Prece (Cap. 27, 23).
"O progresso é uma das leis da natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela, pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. 
A própria destruição, que parece, para os homens, o fim das coisas, é apenas um meio de levá-las, pela transformação, a um estado mais perfeito, pois tudo morre para renascer, e nada volta para o nada.
Ao mesmo tempo em que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se aglomeraram os primeiros átomos da sua constituição, o veria percorrer uma escala incessantemente progressiva, mas em graus insensíveis para cada geração, e oferecer aos seus habitantes uma morada mais agradável, à medida que eles também avançam na senda do progresso. Assim marcham paralelamente os progressos do homem, o dos animais seus auxiliares, o dos vegetais e o das formas de habitação, porque nada fica estacionário na natureza.
Quanto esta idéia é grandiosa e digna da majestade do Criador! E como, ao contrário, é pequena e indigna do seu poder aquela que concentra a sua solicitude e a sua providência no imperceptível grão de areia da Terra, e restringe a humanidade a algumas criaturas que o habitam!
A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao de hoje, e atingirá, sob esses dois aspectos, um grau mais avançado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, e vai passar de mundo expiatório a mundo regenerador.  Então os homens encontrarão nela a felicidade, porque a lei de Deus a governará. Santo Agostinho. Paris 1862"
Nessa passagem, Agostinho nos deixa claro que o progresso é uma lei da natureza na qual todos os seres quer sejam cônscio ou não estão submetidos. E ainda segundo Agostinho essa Lei não apenas provém da força maior, no caso Deus como tem como objetivo maior o progresso moral e pessoal dos seres. 
Ao mesmo tempo em que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente.
Essa Lei provinda de Deus é uma das provas de que Deus ama suas criaturas.
Se não fosse essa lei moral e espiritual estaríamos fadados ao atraso, declínio moral e pessoal.
O que a curto prazo destruiria a todos nós.
Ninguém aqui veio a passeio, ou, apenas para conhecer o planeta Terra. Todos nós querendo ou não, crendo ou não viemos com um único propósito.
Alcançar a perfeição moral e espiritual. E isso só se é possível alcançar mediante a observância dessas Leis de Deus.
Leis estas muito conhecida e tão pouco observadas.
Quais seriam essas Leis do Amor de Deus para com a humanidade? Os Dez Mandamentos.
Se formos atentar bem para o que nos diz os Dez mandamentos veremos que na realidade é um código de conduta reguladora, pois nos impõe limites. Limites importantes para se viver bem em comunidade.
E um código de conduta moral pois nos expõe de forma clara e coesa o certo e o errado. Garantindo a todos direitos e deveres.
Onde o meu direito termina exatamente quando começa o seu.
Constituindo-se assim uma sociedade soberanamente justa.

Últimas Considerações
Que a elucidação dos ensinos crísticos bem como a compreensão da doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é toda de luz, nos domine, estabelecendo em nossos corações o amor a Deus e prevalecendo a fraternidade; único meio de resolver as questões sociais e estabelecer a paz no mundo. Que Jesus esteja com todos nós! 
Fluidificação da Água

Pedimos a partir desse momento o auxílio dos bons espíritos, de modo especial a corrente amiga do Dr. Bezerra de Menezes para que as águas sejam fluídas. Depositando na mesma todos os remédios necessários.


 

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